IA no marketing reduz em 40% o custo de conteúdo do GPA

Data de publicação

31 de julho de 2026

Última atualização

08/17/2026

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O Grupo Pão de Açúcar reduziu em 40% o custo de produção de conteúdo para redes sociais e em 36% o custo de suas revistas promocionais depois de incorporar inteligência artificial ao processo criativo. O caso importa porque mostra, com números, o que a IA generativa já muda na rotina de quem produz marketing todos os dias.

Onde o GPA aplicou IA para cortar 40% do custo de conteúdo

Segundo reportagem da Exame, o GPA passou a usar inteligência artificial em etapas como pesquisa de mercado, análise de concorrência, identificação de tendências, planejamento estratégico e até produção de imagens e ambientações digitais para peças publicitárias. Elizabete Ponce, gerente de marketing e growth do grupo, contou que os times ganharam velocidade: “os resultados iniciais superaram a nossa expectativa. Os times agora têm mais tempo para criar ao invés de apenas desdobrarem peças”.

A empresa também usou IA em uma ação de aniversário de 67 anos, com mais de 800 relógios de rua espalhados por São Paulo, e mantém um filtro editorial explícito sobre o material gerado. Como resume a própria executiva: “a gente não aceita qualquer coisa que venha da IA. Precisa parecer natural”.

O ganho não veio da ferramenta, veio do processo mapeado

É tentador ler esse caso e pensar que ele só serve para redes de varejo com times grandes de marketing. Não é bem assim. O ganho real do GPA não veio de uma ferramenta mágica, veio de reorganizar o processo: em vez de gastar tempo de gente cara em tarefas repetitivas como pesquisa, briefing e primeira versão de peça, a IA assumiu esse trabalho e a equipe passou a cuidar do que só humano faz bem, que é julgamento, tom de voz e decisão criativa.

Para uma PME B2B, essa lógica é ainda mais relevante, porque o time de marketing costuma ser uma ou duas pessoas cuidando de site, redes sociais, e-mail, materiais para o time comercial e ainda apagando incêndio operacional. O gargalo raramente é falta de ideia, é falta de tempo para produzir com qualidade e constância. Usar IA para as etapas de pesquisa e primeira versão libera exatamente esse tempo.

Há um risco do outro lado, que é o de terceirizar demais para a IA e publicar conteúdo genérico, sem a voz da empresa. É o próprio caso do GPA que aponta o caminho do meio: usar a tecnologia para acelerar produção, mas manter um filtro humano rígido antes de publicar. Empresa B2B vende para outra empresa, e quem decide a compra do outro lado da mesa desconfia de conteúdo que parece feito às pressas ou copiado de concorrente. A eficiência da IA só vira vantagem se o resultado final ainda soar como algo que só a sua empresa poderia ter escrito, com o vocabulário técnico do seu setor e os exemplos reais do seu produto.

Vale lembrar também que o ganho de custo relatado pelo GPA não veio de reduzir equipe, veio de redistribuir o tempo dela. Isso é uma diferença importante para o dono de PME: o objetivo não é cortar a pessoa de marketing, é fazer essa pessoa produzir mais conteúdo relevante no mesmo número de horas, algo que impacta diretamente a geração de leads e a nutrição do funil comercial.

Outro ponto que passa despercebido é o uso de IA para análise de concorrência e identificação de tendências, etapas que a maioria das PMEs simplesmente não faz por falta de tempo. Aqui o ganho não é só velocidade de produção, é decisão mais informada sobre o que publicar. Uma empresa que entende rápido o que o mercado está falando consegue responder com conteúdo relevante antes que a janela de interesse feche, algo particularmente valioso em setores B2B onde o ciclo de decisão do cliente já é naturalmente mais longo.

Quais etapas do seu conteúdo dá para automatizar sem perder critério

  • Mapeie as etapas do seu processo de conteúdo que são repetitivas e sem julgamento criativo, como pesquisa de pauta, transcrição de reunião ou primeira versão de texto, e teste IA nessas etapas antes de qualquer outra.
  • Crie um checklist de revisão humana obrigatório antes de publicar qualquer material gerado ou acelerado por IA, cobrindo tom de voz, precisão técnica e coerência com a marca.
  • Use o tempo economizado para produzir mais conteúdo de qualidade voltado a etapas do funil que hoje ficam sem material, como pós-venda ou objeções comuns do time comercial.
  • Documente o vocabulário técnico, os diferenciais e os exemplos reais da sua empresa em um guia de estilo simples, para que qualquer conteúdo gerado com IA parta desse material e não de generalidades.
  • Meça o antes e o depois: tempo de produção por peça e volume publicado por mês, para saber se a IA está realmente liberando capacidade ou só trocando um trabalho manual por outro.

Marketing sem propósito é só barulho, e IA usada sem critério só acelera esse barulho. A Biema não troca estratégia por ferramenta: usamos tecnologia para produzir mais rápido o conteúdo que já faz sentido dentro de uma estratégia de inbound marketing pensada para PME B2B, sempre com revisão humana e foco em gerar lead qualificado, não só volume. Se sua empresa quer usar IA para produzir mais sem perder a voz da marca, esse é o tipo de processo que estruturamos com nossos clientes.

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